Boa comunicação: construção e processo térmico

Não faz parte da realidade de construção de moldes e matrizes realizar análise crítica cuidadosa em parceria com quem realizará as etapas subsequentes de processos térmicos. Muitas vezes, pressionado pelo "prazo de conclusão do projeto", não há tempo para essa "comunicação construtiva" com quem realizará o processo térmico de modificação das propriedades mecânicas do aço do molde, ou matriz, e o resultado final pode não ser o desejado. Quando o projeto de construção é conduzido dessa maneira, ou seja, sem "comunicação", crescem os riscos para o surgimento de eventos indesejáveis tais como, por exemplo, deformação excessiva e mesmo nucleação de trincas. Quaisquer processos térmicos tem riscos e precisariam estar devidamente considerados nos projetos de construção de moldes e mtrizes. Para uma comparação singela e rápida citaria os exemplos da "água e aço": o primeiro ao mudar do estado de líquido para sólido aumenta de volume; e no caso do segundo essa alteração de volume ocorre sem mudança de estado, ou seja, o aço no estado sólido experimenta expansão no aquecimento e contração no resfriamento. Se resfriamento lento o aço retomaria as "dimensões originais", se rápido (têmpera)ocorre contração e expansão, sendo isto denunciado pela alteração da microestrutura e incremento da dureza. Repito, análise singela!
Um bom projeto de construção de moldes e matrizes deveria analisar as diversas rotas de usinagem para promover uma uniforme extração de material, fartos raios de concordância em áreas de variação de forma, evitar "cantos vivos" e superfícies "mal cortadas", considerar a realização de furos, ou pequenas cavidades na fase final de usinagem e introduzir a operação de "Alívio de Tensão". E finalizando, trocar informações com quem realizará o processo térmico de têmpera uma vez que este poderia "enxergar" melhores opções para o projeto com menor impacto na operação de têmpera. Brevemente, é isso!

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